sexta-feira, 31 de maio de 2013

Plano de Saúde X Plástica reparadora após bariátrica

Sobre cirurgias plásticas reparadoras pós-bariátrica e autorizações dos planos de saúde

11/01/2012 •  Por Vitor Menezes


Necessárias em 90% dos casos de gastroplastia, a cirurgias plásticas reparadoras para retirada de excesso de pele vêm sendo ilegalmente negadas pelos planos de saúde. Conheça aqui os seus direitos e o que você deve fazer caso seja vítima de abusos como esse.


A gastroplastia, ou cirurgia bariátrica, tem se mostrado como um dos tratamentos mais eficazes contra a obesidade mórbida nos últimos tempos. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), somente em 2010, foram realizadas mais de 60.000 operações desse tipo no Brasil.


No entanto, apesar de colher benefícios como perda rápida de peso, melhoras e até desaparecimento da apneia do sono, diabetes tipo 2, problemas cardíacos e locomotores, os ex-obesos têm de lidar com um novo problema: o excesso de pele.


Consequência quase que inevitável da cirurgia de redução de estômago, as sobras de tecido epitelial depois do emagrecimento radical chegam a formar um "avental" sobre a barriga, sem contar as dobras nos braços e pernas, o que prejudica os movimentos, a autoestima e pode causar infecções no paciente.


Longe de serem um tratamento estético, as cirurgias plásticas reparadoras, após a redução de estômago, são necessárias em 90% dos casos, afirmam os especialistas. "A necessidade varia conforme a idade, a genética e o sedentarismo. Mas, de um modo geral, trata-se de uma pele que foi submetida a estiramento exagerado e perdeu as propriedades elásticas para voltar ao lugar", explica o cirurgião plástico Rodrigo Gimenez.


Apesar disso, os planos de saúde constantemente negam a cobertura para tais cirurgias, argumentando que se trata de intervenção com finalidade estética e que não há previsão no rol de procedimentos obrigatórios estipulado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS.


Em verdade, a conduta dos convênios é ilegal e fere direitos básicos do consumidor.


Com efeito, os Tribunais, inclusive o Superior Tribunal de Justiça, vêm decidindo que é ilegítima a recusa de cobertura das cirurgias destinadas à remoção de tecido epitelial, quando estas se revelarem necessárias ao pleno restabelecimento do paciente-segurado, acometido de obesidade mórbida, doença expressamente acobertada pelo plano de saúde contratado, sob pena de frustrar a própria finalidade do contrato.


Assim, encontrando-se o tratamento da obesidade mórbida coberto pelo plano de saúde contratado pelo paciente, a seguradora tem a obrigação de arcar com todos os tratamentos destinados à cura de tal patologia. Em outras palavras, deve o plano de saúde arcar com o tratamento principal, ou seja, a cirurgia bariátrica (ou outra que se fizer pertinente), e os subsequentes ou consequentes, que são as cirurgias destinadas à retirada do excesso de tecido epitelial resultante do emagrecimento radical.


Além disso, deve-se considerar que as cirurgias de remoção de excesso de pele (retirada do avental abdominal, mamoplastia redutora, dermolipoctomia braçal, entre outras) consistem no tratamento indicado contra infecções e manifestações propensas a ocorrer nas regiões onde a pele dobra sobre si mesma, o que afasta a tese defendida pelos convênios de que tais cirurgias possuem finalidade estética.


Em resumo, é direito do paciente que realizou a gastroplastia obter do plano de saúde contratado a cobertura para realização de todas as cirurgias plásticas reparadoras necessárias para retirada de excesso de pele, nos termos da solicitação médica, sob pena de se comprometer o próprio sucesso do tratamento contra a obesidade.


O que fazer em caso de negativa

Caso o (a) segurado (a) tenha seu pedido negado indevidamente, deve reunir os documentos (pedido médico, relatórios, negativa do plano de saúde, comprovantes de pagamento de mensalidades etc.) e procurar um advogado especialista em planos de saúde para ingressar com uma medida judicial contra o convênio.


Na maioria das vezes, o (a) paciente obtém, em poucos dias, uma antecipação de tutela (“liminar”) e já pode realizar a cirurgia.


É possível, ainda, pleitear indenização por danos morais.
 
 http://www.direitosdospacientes.com/index.php?area=artigos&id=165

Cirurgia Bariátrica: por que é tão difícil conseguir autorização do plano de saúde?

Cirurgia Bariátrica: por que é tão difícil conseguir autorização do plano de saúde?

21/11/2011 •  Por Vitor Menezes 

Apesar da eficácia da gastroplastia no combate à obesidade, pacientes com plano de saúde vêm sofrendo abusos, tendo a autorização negada por argumentos cada vez mais infundados. Veja aqui as alegações mais comuns e os fundamentos jurídicos para superá-las.


 Atualmente, existem no Brasil mais de um milhão de pessoas sofrendo com obesidade mórbida. Segundo o IBGE, em pesquisa feita em 2008 e 2009, no Brasil a obesidade atinge 12,4% dos homens e 16,9% das mulheres com mais de 20 anos, 4,0% dos homens e 5,9% das mulheres entre 10 e 19 anos e 16,6% dos meninos e 11,8% das meninas entre 5 a 9 anos.

A obesidade está fortemente relacionada com a hipertensão arterial, diabetes tipo II, arteriosclerose, ataques cardíacos, acidentes vasculares cerebrais, doenças pulmonares, artrites, cálculos de vesícula, hérnias, varizes e flebites, doenças cutâneas e traumatismos, apenas para citar as patologias mais comuns.


Presente no Brasil desde a década de 90, a cirurgia bariátrica ou gastroplastia (também conhecida como redução de estômago) tem se mostrado como uma arma cada vez mais comum na guerra contra a obesidade.


Os obesos submetidos à cirurgia bariátrica colhem aos poucos os benefícios do procedimento. Nos primeiros seis meses, perdem entre 30% e 50% do excesso de peso — o restante é eliminado gradativamente em dois anos. Na maioria dos casos, problemas como apneia do sono, diabetes tipo 2, problemas cardíacos e locomotores desaparecem. O risco de morte por câncer cai 60% e, por problema coronário, 56%. Alterações hormonais que comprometem a fertilidade da mulher também podem ser reduzidas. Por conta de todos esses fatores, a disposição dos operados melhora, as limitações diminuem e a qualidade de vida é incrementada. Por último, mas não menos importante: em 89% dos casos, a expectativa de vida sobe.


No Brasil, dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM) mostram que foram realizadas 60.000 operações desse tipo no país no ano passado, representando uma alta de 275% em relação a 2003.


No entanto, apesar da comprovada eficácia no controle da obesidade e de seus efeitos (comorbidades), os planos de saúde constantemente negam a cobertura para realização da gastroplastia.


Sem contar os casos em que não são apresentadas justificativas expressas, as alegações mais comuns para a negativa são: a) doença preexistente não declarada no contrato; b) obesidade não estabelecida por prazo de 2 anos; c) que a cirurgia tem apenas finalidade estética.


No entanto, na maioria das vezes, a negativa do plano é ilegal e pode ser derrubada judicialmente.


Doenças preexistentes


Doenças e lesões preexistentes são aquelas que o consumidor ou seu responsável saiba ser portador, na época da contratação do plano de saúde.

No momento da assinatura do contrato, a operadora poderá exigir o preenchimento de uma declaração de saúde: um formulário para registro de informações sobre as doenças ou lesões que o consumidor seja portador e das quais tenha conhecimento no momento da contratação.


Uma vez declarada ou constatada a obesidade como doença preexistente, o plano de saúde pode oferecer ao usuário a cobertura parcial temporária ou um agravo.


Agravo é um acréscimo, por tempo determinado, no valor da mensalidade do plano de saúde do portador de doença ou lesão preexistente. A cobertura para os consumidores que tenham feito essa opção será irrestrita.


A cobertura parcial temporária caracteriza-se por um período de até 24 meses, estabelecido em contrato, durante o qual o consumidor não terá cobertura para aquelas doenças e lesões preexistentes declaradas.


Para constatar a existência ou não de doenças e lesões preexistentes, o plano de saúde poderá efetuar perícia ou qualquer tipo de exame no consumidor. Após isso, a alegação posterior de doença preexistente é proibida, não podendo a operadora alegar restrições para os procedimentos oferecidos em contrato.


Caso a operadora não realize, por ocasião da contratação, exames para atestar a condição de saúde do (a) segurado (a), a recusa de cobertura sob a alegação de doença preexistente é considerada ilegal. O próprio Superior Tribunal de Justiça tem decidido que “É ilícita a recusa da cobertura securitária, sob a alegação de doença preexistente à contratação do seguro-saúde, se a Seguradora não submeteu a segurada a prévio exame de saúde e não comprovou má-fé.” (AgRg no Ag 973.265/SP, Rel. Ministro Humberto Gomes de Barros, julgado em 12.02.2008, DJ 17.03.2008 p. 1)


Assim, caso o Plano de Saúde se negue a custear a cirurgia bariátrica sob a alegação de doença preexistente, quando não tenha realizado prévios exames para essa comprovação, o (a) paciente deve procurar um advogado especializado para que obtenha a autorização na Justiça.


Da alegação de obesidade não estabelecida por prazo de 2 anos

Outra alegação muito comum é a de que o (a) paciente não tem obesidade estabelecida, com tratamento clínico prévio insatisfatório por, pelo menos, dois anos.


Na maioria das vezes, essa é uma alegação genérica e infundada, utilizada somente para desrespeitar o segurado e fazer com que desista da realização da cirurgia, que possui alto custo para os convênios (cerca de R$ 25 mil).


No entanto, o consumidor não deve se  deixar intimidar por esse argumento, principalmente quando não tenha mantido exatamente o mesmo peso nos últimos dois anos.


É que pequenas variações de peso não desconstituem o conceito de obesidade estabelecida. Caso o (a) paciente tenha tido diminuição no peso por um curto período de tempo, mas tenha engordado novamente (o que é muito comum em obesos que buscam métodos tradicionais de emagrecimento), não há perda do direito de ter custeada a sua cirurgia.


O importante é que se comprove que todas as tentativas de emagrecimento pelos métodos convencionais (dieta, atividade física, inibidores de apetite etc.) tenham falhado, tendo o (a) paciente voltado a ganhar peso posteriormente. Ou seja, comprovando-se o insucesso ou recidiva do peso por meio de dados colhidos do histórico clínico do (a) paciente, o direito à realização da cirurgia não pode ser desrespeitado.


Dos requisitos para realização da Gastroplastia e da alegação de que se trata de procedimento estético


Com efeito, de acordo com a Resolução nº 1.942/2010 do Conselho Federal de Medicina, que estabelece normas seguras para o tratamento cirúrgico da obesidade mórbida, definindo indicações, procedimentos e equipe, são requisitos para realização da gastroplastia:


a. Pacientes com Índice de Massa Corpórea (IMC) acima de 40 kg/m2;
b. Pacientes com IMC maior que 35 kg/m2 e afetado por comorbidezes (doenças agravadas pela obesidade e que melhoram quando a mesma é tratada de forma eficaz) que ameacem a vida, tais como diabetes tipo 2, apneia do sono, hipertensão arterial, dislipidemia, doença coronariana, osteo-artrites e outras;
c. Idade: maiores de 18 anos. Idosos e jovens entre 16 e 18 anos podem ser operados, mas exigem precauções especiais e o risco/benefício deve ser muito bem analisado;
d. Obesidade estabelecida, conforme os critérios acima, com tratamento clínico prévio insatisfatório de, pelo menos, dois anos.
e. Não uso de drogas ilícitas ou alcoolismo;
f. Ausência de quadros psicóticos ou demenciais graves ou moderados;
g. Compreensão, por parte do paciente e familiares, dos riscos e mudanças de hábitos inerentes a uma cirurgia de grande porte sobre o tubo digestivo e da necessidade de acompanhamento pós-operatório com a equipe multidisciplinar, a longo prazo.

Os mesmos requisitos estão, de modo geral, previstos na Resolução nº 262/2011, da Agência Nacional de Saúde Suplementar - ANS e nas exigências da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica.

Uma vez preenchidas essas condições, e não havendo carência em curso, não pode o convênio negar a cobertura da cirurgia bariátrica sob nenhuma hipótese, especialmente sob a alegação de que se trata de procedimento com finalidade estética.


Caso o (a) segurado (a) tenha tido seu pedido negado indevidamente, deve reunir os documentos (cópia da cédula de identidade e da carteira do plano de saúde, cópia do contrato, cópias do pedido médico e da negativa do plano de saúde, relatórios de endocrinologistas, nutricionistas, psicólogos, exames de bioimpedância, comprovantes de pagamento das mensalidades do Plano de Saúde) e procurar um advogado especialista em planos de saúde para ingressar com uma medida judicial contra o convênio.


Na maioria das vezes, o (a) paciente obtém uma antecipação de tutela (“liminar”) em poucos dias e já pode realizar a cirurgia.

http://www.direitosdospacientes.com/index.php?area=artigos&id=134

Emagrecimento lento, uma das causas efeito platô

Bem estou aqui me perguntando o que eu fiz que não perco tanto peso quanto as pessoas que conheço que também fizeram bariátrica. Pesquisando, pesquisado encontrei algo sobre o efeito PLATÔ é meio que vilãozinho dessa história, mas lembram-se daquela velha história que cada pessoa tem um organismo diferente, pois é pura verdade o seu organismo entende que a ingestão de baixa caloria é insuficiente para o seu gasto de energia e assim poupa a sua energia.... e o mal de ter um organismo inteligente é mais cedo que pensa fazer parte das estatísticas do Efeito Platô.

Aqui vai algumas dicas pesquisadas:


"Peso estabilizado. Isso à primeira vista parece excelente, mas se está suando a camisa para esvaziar as células de gordura, isso é simplesmente desesperador e desestimulante. Quem é que sente vitorioso em pesos absolutamente iguais durante semanas? Convenhamos, ninguém. Análises da alimentação são feitas e a disciplina de monge foi cumprida ponto a ponto. De quem é a culpa? Nessa história não existe bandido nem mocinho. Simplesmente o seu organismo está se adaptando a uma situação a ele imposta. A estabilização do peso após um período de tempo é chamada de efeito Platô.
Eliminar peso resulta em mudanças na composição corporal. Uma é óbvia: redução da quantidade de gordura que está distribuída pelo corpo. A outra, muitas pessoas podem estranhar. Durante o emagrecimento ocorre a perda de massa magra ou
músculo, mesmo que essa perda seja pequena.
A necessidade de energia que o organismo precisa para manter o peso varia de acordo com a composição corporal, ou seja, com a quantidade de massa magra e de gordura. Assim, é normal que uma pessoa que esteja diminuindo de peso atinja um patamar onde a quantidade de energia consumida não forneça mais o déficit calórico (energia consumida menor que a energia necessária para a manutenção de peso).
Parece complicado isso? Em poucas palavras, pessoas que apresentam excesso de peso necessitam de uma maior quantidade de energia para que o peso fique estabilizado. Assim, se a mesma pessoa começa a eliminar peso, a necessidade de energia para manter também vai diminuindo até que ela chegue à quantidade de energia que está sendo consumida para emagrecer. Resultado: estabilização do peso.
Para fugir do efeito Platô, algumas mudanças devem ser feitas:


Revisão do plano alimentar e diminuição da quantidade calórica

·         Aumento da quantidade de exercícios. Se nesse ponto ainda não começou a se exercitar, é um bom momento para começar

·         Se já faz atividade física, converse com o professor de fitness. Talvez esteja na hora de mudar as séries de exercícios praticadas

·         Tenha uma alimentação variada. Saboreie diferentes alimentos para que não sinta privações

·         Mantenha-se estimulado sempre

·         Não perca a determinação. A estabilização é normal e é possível sair dela

·         Consulte sempre um nutricionista. Ele esclarecerá as suas dúvidas e mostrará o melhor caminho para voltar a eliminar peso

·         Não se sinta culpado. Nunca.

É importante enfatizar que não é recomendado iniciar um plano de redução de peso com uma alimentação extremamente restritiva. Quem não pensa que para emagrecer é necessário uma alimentação contendo 1200 Kcal? Isso é muito comum de se ouvir. Mas não é verdade. Pessoas não são iguais e uma recomendação pode variar entre elas. A pior notícia é que com o tempo, a restrição deverá ser aumentada. E quem se sente estimulado a ingerir 1000 Kcal, 800 Kcal diárias? E, nutricionalmente, não é recomendado. "

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Cuidados com a pele depois da Bariátrica.


Cuidados que devem ser tomados com a pele após o emagrecimento

Tiane Brites 14 de maio de 2013
Cuidados que devem ser tomados com a pele após o emagrecimento
A pele é o maior órgão do corpo humano.  Responsável por envolver o corpo e denominar seu limite com o meio externo, a derme corresponde a 16% do peso corporal e exerce diversas funções necessárias para a sobrevivência do ser humano, como a regulação térmica, a defesa orgânica, controle do fluxo sanguíneo, proteção contra diversos agentes do meio ambiente e funções sensoriais – as sensações de calor, frio, pressão, dor e tato. Logo, fica claro que a pele é um órgão vital e, portanto, precisa de cuidados especiais para que permaneça sempre bem cuidada e saudável.
Porém, questão que acontece com frequência é o fato de pessoas que perdem muito peso, seja com a ajuda da cirurgia bariátrica ou por conta própria, e então ficam com um excesso de pele, que se torna flácida. Essa pele em excesso, dependendo dos casos, pode criar outras dificuldades, pois, além de ser um problema para a autoestima da pessoa, que finalmente consegue atingir seu peso ideal, mas se depara com esse “peso morto”, que é esteticamente prejudicial e pode acarretar problemas de coluna na pessoa. E ainda existem outras questões ligadas ao excesso de pele que podem impossibilitar o indivíduo de ter uma vida comum, pois pode causar uma série de problemas de saúde, como infecções bacteriana, fúngica e viral, que ocorrem devido à dificuldade em manter as dobrinhas limpas e secas. Outro problema comum é que o paciente não consegue praticar exercício físico.
flacidez gominhos Cuidados que devem ser tomados com a pele após o emagrecimento
Para resolver este problema de contorno corporal é possível contar com o auxílio da cirurgia plástica. “Existem procedimentos seguros e eficazes para melhorar o contorno corporal. Para escolher a opção mais certa em cada caso, o cirurgião plástico precisa analisar dois fatores principais: as regiões que precisam ser operadas e o grau de flacidez da pele. Pois, por exemplo, existem pessoas que ao perderem quilos ficam mais flácidas do que outras que eliminaram o dobro de peso”, afirma o cirurgião plástico Alderson Luiz Pacheco, da clínica Michelangelo, de Curitiba.
Segundo o médico, esta diferença entre o grau de flacidez é determinada por fatores genéticos e pelo estilo de vida de cada um. “Um indivíduo que se cuidou a vida inteira, adotando um estilo de vida mais saudável, com alimentação adequada, praticando esportes, controlando a exposição ao sol e não fazendo uso do cigarro, tende a apresentar uma pele melhor e, provavelmente, necessitará de intervenções de menor porte”, explica o cirurgião graduado em medicina pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduado em Cirurgia Geral pelo Hospital de Clínicas da UFPR.
Abdominoplastia
Após salientar que cada caso possuir sua singularidade, Pacheco comenta que os procedimentos mais utilizados quando o excesso de pele acontece na barriga são a miniabdominoplastia ou a abdominoplastia. “A primeira é indicada para quem apresenta uma protuberância na parte inferior do abdômen, causada por sobra de pele. Para sua realização, o médico realiza uma incisão de 8 a 12 cm no púbis e descola a pele, cortando o excesso e completando com a sutura”, explica Pacheco.
Já a abdominoplastia, segundo o especialista, é para indivíduos que sofrem com flacidez de pele e muscular em toda a barriga.
Também existem técnicas especiais para aqueles que têm excesso de pele nas costas (torsoplastia), coxas (lifting de coxas), nádegas (gluteoplastia), braços (braquioplastia) e seios (mamoplastia).
FONTE: Planeta SercomTel

Fonte:http://www.magraemergente.com/cirurgia-plastica/cuidados-que-devem-ser-tomados-com-a-pele-apos-o-emagrecimento

Como não voltar a engordar novamente depois da Baiátrica?


Cirurgia bariátrica - cuidados para não voltar a engordar

Cirurgia bariátrica

       O Brasil já é o segundo país do mundo no número de cirurgias bariátricas realizadas. Logo após a cirurgia a perda de peso é bastante rápida e gradual até aproximadamente depois 1 ano / 1 ano e meio, depois desse período há uma estabilização do peso e alguns pacientes podem ganhar 10% desse peso perdido, o que é considerado normal.

      Mas aproximadamente de 10 a 15% desses pacientes, depois de alguns anos recupera todo o peso perdido na cirurgia, retornando ao peso inicial.
Entre as principais causas desse aumento de peso estão:
- A não mudança de hábitos alimentares. O paciente depois da cirurgia, apesar de comer em menor quantidade por ingestão, continua escolhendo alimentos bastante calóricos como: doces, sorvetes, chocolates, frituras principalmente quando não têm o conhecido "dumping";
- O aumento no consumo de bebidas alcoólicas. Muitos pacientes podem substituir a compulsão por comida pela compulsão por bebidas alcoólicas. Ou ainda, devido ao emagrecimento há uma maior motivação e disposição para sair, frequentar bares e com isso pode haver o aumento do consumo de álcool;
- A falta de exercícios físicos. A prática regular de atividade física é importantíssima no processo de eliminação de peso depois da cirurgia, assim como no processo de manutenção de peso;
- O hábito de "beliscar" durante o dia. Pelo volume do estômago ser menor, a pessoa passa a se alimentar de maneira mais fracionada e pode começar a beliscar alimentos durante o dia todo, e muitas vezes alimentos muito calóricos;
- O aparecimento de transtornos alimentares. Depois da cirurgia alguns pacientes acabam desenvolvendo depressão, compulsão alimentar, ansiedade e isso favorece o aumento de peso;
- O abandono do acompanhamento pós-cirurgia. O acompanhamento também em longo prazo, não só no pós-operatório imediato, com nutricionistas, psicólogos e médicos é essencial para que os resultados sejam alcançados e mantidos por toda a vida.

      Assim como em pessoas que eliminaram peso com dietas, pacientes submetidos a cirurgias bariátricas também devem adotar hábitos alimentares e de vida saudáveis para sempre.
E não se esqueça da importância do acompanhamento periódico com seu médico.
Por:
Camila Rebouças de Castro
Nutricionista - CRN-3 14.112 
http://maisequilibrio.terra.com.br/cirurgia-bariatrica-cuidados-para-nao-voltar-a-engordar-2-1-1-703.html

Receitas de patês light.


Visita ao médico após 30 dias da redução de estômago.



Visita ao médico após cirurgia Bariátrica.
Após trinta dias depois da cirurgia voltei ao meu médico Dr. Jacob Rêgo Miranda, conversamos bastantes, principalmente sobre a minha perda de peso.  Mas o que me fez enfatizar isso? Vendo a perda de peso de outras pessoas que fizeram comparei com a minha perda de peso, que foi em torno de 10% do meu peso inicial.
 Então o meu médico explicou que cada pessoa tem um limiar, pois organismos das pessoas reagem de forma diferente. Então caros leitores, a sua perda de peso não será preocupante, se você estiver seguindo direito as orientações da sua nutricionista.
Perguntei também sobre os exames para verificar minhas taxas nutricionais, pois não dá pra emagrecer sem saber como está o seu organismo. Dr. Jacob então falou que após 3 meses vamos refazer todos os exames pois o organismo estará completamente estabilizado e se houver alterações os exames irão detectar.

sábado, 11 de maio de 2013

Fotos pós-operatório


Fotos do pré-operatório


Esporte e calorias, fica a dica

Dúvidas frequêntes sobre Bariátrica

1 – A cirurgia bariátrica é reversível?
 
Apenas a gastrectomia vertical (em que um pedaço do estomago retirado) e o duodenal switch, onde uma das etapas da cirurgia é a gastrectomia vertical, não são reversíveis. As demais técnicas podem ser revertidas. No entanto, a reversão é extremamente complicada, oferece mais riscos do que a cirurgia em si e realmente só é feita em casos extremos, como em pacientes com câncer ou com aids. Se o paciente está com peso normal estável e as doenças estão controladas não há razão para desfazer o procedimento.


2 – Vou poder comer como antes, mas sem engordar?
 
Não. Nenhum procedimento faz milagre. As cirurgias prescindem de reeducação e manutenção alimentar e física para que os resultados sejam efetivos. O paciente precisar ter em mente que a cirurgia é apenas o início de uma mudança de vida, que inclui comer corretamente, de forma mais saudável, incluindo no cardápio frutas, verduras, legumes, carnes, pães integrais, sucos. O paciente poderá comer de forma mais comedida e com mais frequência, de 3 em 3 horas, deixando as guloseimas para ocasiões especiais.
 
3 – Como ter certeza de que a técnica é regulamentada?
 
No Brasil existem hoje quatro técnicas regulamentadas pela Resolução nº 1.942/2010 do Conselho Federal de Medicina (CFM), que estabelece normas seguras para o tratamento cirúrgico da obesidade mórbida, definindo indicações, procedimentos e equipe (veja aqui quais são). Os demais procedimentos e técnicas cirúrgicas para o controle da obesidade não apresentam indicação atual de utilização ou ainda estão em fase de estudos.
 
4 – Qual o perigo de me submeter a técnicas não regulamentadas?
 
Profissionais que praticam técnicas não aprovadas pelo CFM estão atuando fora da legislação brasileira e expondo seus pacientes a riscos desnecessários de complicações e morte. Para uma técnica ser aceita, ela precisa ser comprovada por anos de pesquisa clínica e ter perfis de segurança e eficácia aceitáveis, passando pelo crivo dos órgãos regulatórios de saúde de cada país. Prometer soluções mágicas do tipo “coma tudo o que quiser e não engorde” é, no mínimo, mentiroso e antiético.

 5 – Quais as chances de ganho de peso posterior? Em quanto tempo isso é observado?
 
Até dois anos após a cirurgia, o paciente ainda está perdendo peso. A partir do momento que esse processo se estabiliza, é possível haver algum ganho, caso o paciente “baixe a guarda” e não se esforce para manter o peso. Esforço significa manter uma dieta balanceada e atividades físicas, o que é recomendado para os operados ou não. A cirurgia é apenas o primeiro passo rumo a uma nova vida e é preciso abandonar antigos costumes nocivos e adotar uma forma de vida mais saudável, que inclui dieta equilibrada e a prática de exercícios.
O principal fator para ganho de peso posterior é a não adesão ao tratamento, que não se resume apenas às cirurgias bariátricas. O tratamento deve ser multidisciplinar, ou seja, com médico, nutricionista, psicólogo e educador físico, já que o paciente deverá a aprender a viver de uma maneira diferente.


6 – Como escolher um bom cirurgião bariátrico?
 
Ao tomar a decisão, procure profissionais habilitados com experiência comprovada na área, evitando aqueles que prometem soluções milagrosas ou que pratiquem técnicas não aprovadas pelo CFM. No site da SBCBM consta a relação de todos os cirurgiões associados, que, obrigatoriamente, passam por programas de atualização e revisão científica.

7 – A mulher que passa por uma cirurgia de estômago pode engravidar? Ela deve ter algum cuidado extra nesse período?
 
Recomenda-se que a mulher aguarde 18 meses depois da cirurgia para engravidar, assim o organismo estará mais adaptado. É importante ter um acompanhamento médico e nutricional durante toda a gravidez , para evitar a carência de vitaminas essenciais para o bebê. Se for o caso, o médico pode indicar uma suplementação oral ou injetável. O pré-natal deve ser acompanhado pelo nutricionista, cirurgião e obstetra.
 
8 – O paciente que vai se submeter à cirurgia deve parar de fumar e de beber? Por quanto tempo? Quanto tempo depois da cirurgia ele pode voltar a fumar e ingerir bebidas alcoólicas?
 
Quem faz uso destas substâncias têm um risco maior para complicações em qualquer procedimento. Portanto, o ideal é que pare de fumar e de beber. Além de todos os riscos, a nicotina prejudica a cicatrização da pele, o que pode levar à infecção. As bebidas alcoólicas são agressores das mucosas do estômago e do intestino e reduzem a absorção de alguns nutrientes, por isso devem ser evitadas, sobretudo nos primeiros 6 meses, quando ocorre uma readaptação do trato gastrointestinal. O álcool é absorvido muito rapidamente após a cirurgia e cai na circulação sanguínea podendo levar à embriaguez mesmo com pequenas quantidades.
 
9 – O que é o dumping? Todo operado tem?
 
Todo operado está sujeito a ter a síndrome de dumping. O consumo de alimentos calóricos doces (pudins, sorvetes, milk-shake, leite condensado, sucos com açúcar, refrigerantes) e gordurosos pode causá-la. O Dumping acontece quando, depois de beber ou comer, o paciente apresenta taquicardia, sudorese, tontura, queda da pressão arterial e diarreia. Qualquer combinação destes sintomas pode ocorrer em intensidades variadas, dependendo do que a pessoa comeu. Alimentos ricos em açúcares e gorduras, em excesso, não devem fazer parte do cardápio de ninguém, operado ou não.
 
10 – Alguns pacientes operados relatam queda de cabelo intensa e unhas quebradiças, entre outros sintomas. Porque eles ocorrem?
 
Queda de cabelo e unhas quebradiças são sintomas comuns durante qualquer processo de emagrecimento, seja por cirurgia, dieta ou em decorrência de doenças que "consomem" a pessoa (como o câncer, por exemplo). No caso do paciente bariátrico, esses sintomas não devem persistir por mais de quatro meses.

Se não houver acompanhamento com a equipe multidisciplinar, o paciente pode apresentar déficit de vitaminas e proteínas, o que pode levar a estes sintomas. Nesses casos, é preciso rever a alimentação com o nutricionista e, se necessário, iniciar suplementação vitamínica oral ou injetável.

 11 – Quais as possíveis complicações durante e após a cirurgia?
 
Os riscos são os mesmos de outras cirurgias abdominais, por isso a bariátrica deve ser feita em um hospital com estrutura adequada. Nas cirurgias disabsortivas é comum haver falta de nutrientes devido à baixa ingestão de alimentos e é necessária a suplementação vitamínica. Mais raramente, a cirurgia bariátrica pode gerar complicações como infecção, tromboembolismo (entupimento de vaso sanguíneo), deiscências (separações) de suturas, fístulas (desprendimento do grampo), obstrução intestinal, hérnia no local do corte, abscessos (infecções internas) e pneumonia
.
12 – O efeito da pílula anticoncepcional após a cirurgia pode ser reduzido?
 
Nas cirurgias restritivas não há problemas, mas nas cirurgias que privilegiam a mal-absorção, pode ser que a pílula anticoncepcional tenha eficácia reduzida. Em muitos casos, recomenda-se a utilização de dois métodos anticoncepcionais concomitantamente, mas essa é uma avaliação que deve ser feita caso a caso pelo ginecologista.
 
13 – É necessário fazer complementação de vitaminas? Por quanto tempo?
 
O paciente submetido a cirurgia bariátrica deverá ser acompanhado por uma equipe multidisciplinar por toda a vida. Ele deverá realizar exames sempre e a reposição poderá ou não ser realizada. No entanto, se o paciente conseguir manter uma alimentação adequada, rica em carnes magras, verduras, legumes, frutas e massas integrais, a suplementação vitamínica não é necessária.

Contudo, com o estilo de vida moderno, nem sempre isso é possível, então os suplementos vitamínicos entram como aliados para combater os sinais da falta de nutrientes (fraqueza, queda de cabelo, unhas quebradiças, dor de cabeça). Em alguns casos, a suplementação pode ser para a vida toda.

 14 – Depois da operação, terei que fazer exercícios físicos?
 
Sim, sempre. Os exercícios físicos fazem parte do tratamento da obesidade, independente da técnica utilizada. Os benefícios do exercício são ainda maiores para os operados: aceleração do processo de emagrecimento, ganho de massa magra (músculo), redução da flacidez, melhora do condicionamento físico, melhora do desempenho cardiorrespiratório, fortalecimento dos ossos e ganho de disposição.




16 - Alguma técnica permite comer mais do que outra?
 
Em todos os procedimentos, o paciente deve se habituar a comer pequenas quantidades, várias vezes ao dia. As cirurgias disabsortivas, como o Scopinaro e o Duodenal Switch, permitem que o paciente tenha uma capacidade maior de alimentação. Em contrapartida apresentam efeitos colaterais sérios como o aumento da frequência evacuatória e a urgência evacuatória.

17 - Quanto tempo dura o processo de emagrecimento? Há risco de emagrecer demais?


Perde-se peso mais rapidamente no primeiro e no segundo ano após a cirurgia, mas a velocidade do emagrecimento vai diminuindo até estacionar, geralmente por volta do segundo ano. Todo ser humano tem um peso ideal em torno do qual o corpo tende a se estabilizar, ainda que pequenas variações para mais ou para menos sejam comuns ao longo dos anos.

Fontes consultadas: Ricardo Cohen, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátria e Metabólica (SBCBM); Claudia Cozer, endocrinologista da Associação Brasileira para Estudo da Obesidade (Abeso); Hercio Azevedo Cunha, professor de gastroenterologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC), e membro da SBCBM

Fonte:
http://saude.ig.com.br/minhasaude/17-duvidas-sobre-reducao-de-estomago-respondidas-por-medicos/n1597191764400.html 

Recuperação após bariátrica

Cirurgia Bariátrica: Recuperação

       A cirurgia bariátrica foi um sucesso e tudo transcorreu conforme o esperado. Agora o maior responsável pela recuperação pós-cirurgia bariátrica é o próprio paciente. Novas atitudes e hábitos terão que ser incorporados à nova rotina, pois a redução estomacal não deixa de ser uma “violação” no material original e isso demanda um tempo de adaptação. Além do acompanhamento psicoterápico – um dos principais obstáculos é fazer com que o operado deixe de “pensar como  gordo” – há toda uma série de atitudes que precisam ser tomadas para que a cirurgia bariátrica atinja os objetivos sem prejudicar a saúde do recém-operado.
          Darei recomendações genéricas de recuperação da cirurgia bariátrica baseadas em pesquisas feitas de forma leiga por mim, mas são as recomendações dos médicos que fizeram a redução do estômago que devem ser seguidas.
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Recuperação imediata pós-cirurgia bariátrica

  • Em média, o tempo de permanência no hospital após a cirurgia bariátrica é de dois dias.
  • Não há um tempo médio para a volta às atividades profissionais, pois cada caso é um caso. O tempo mínimo de convalescença é de 20 dias.

Recuperação da cirurgia bariátrica: as primeiras duas semanas

  • A dieta após a cirurgia bariátrica é rigorosa: apenas líquidos transparentes nos primeiros dias para que o novo estômago adapte-se ao volume dos alimentos.
  • A dieta muda para alimentos pastosos cerca de uma semana após o início da dieta líquida. Há quem se alimente com papinhas infantis ou misturas próprias encontradas em farmácias. Quem determinará o que será digerido é o médico.
  • A redução de estômago causa desidratação severa, por isso os médicos recomendarão o consumo de pelo menos dois litros de líquidos, principalmente os repositores eletrolíticos sem açúcar. Esses dois litros serão distribuídos durante o dia inteiro e tomados em pequenos goles – o novo estomago não aceitará os antigos goles generosos. Use xícaras de café.
  • Não beba nada com gás ou açúcar, pois as chances desses ingredientes causar vômitos são enormes. Bebidas alcoólicas estão proibidas.
  • Não fique parado. Evite esforços desnecessários, como carregar peso e levantar e agachar bruscamente, mas movimente-se sempre. Prefira as caminhadas leves.
  • Episódios de dor na região abdominal são esperados, mas não devem durar mais do que as primeiras duas semanas. Se a dor persistir, procure o médico.

Recuperação entre 3 e 6 semanas

  • A adaptação aos alimentos pastosos determinará quando a dieta com alimentos sólidos irá começar. Quando não houver mais sintomas como náuseas ou refluxos, alguns alimentos sólidos (sempre sob orientação médica) serão acrescentados.
  • A dieta pós-cirurgia bariátrica é fortemente baseada em proteína, que sacia por mais tempo e fornece energia sem excesso de calorias. Iogurtes com baixa caloria e carne magra, mais grãos e vegetais cozidos são recomendados nessa fase.
  • Alimentos crus, ricos em fibras e carnes muito duras devem ser fortemente evitados. Açúcar, gorduras e quaisquer alimentos calóricos devem ser abolidos, já que a absorção desses tipos de alimentos não se completa, causando desconforto, náuseas e vômitos. É a chamada síndrome do esvaziamento rápido.
  • A recomendação de beber dois litros de líquido por dia continua.
  • Os médicos recomendam o consumo de polivitamínicos e de cálcio, pois a dieta pós-cirurgia bariátrica não fornece os nutrientes necessários.
         A inclusão de atividades físicas aeróbicas, como natação e ciclismo, é incentivada após as seis semanas. A perda de peso decorrente da cirurgia bariátrica começa num ritmo quase vertiginoso, mas costuma decrescer quando o corpo se acostuma com o novo estômago e as novas regras nutricionais. Por isso, o acompanhamento médico terá que ser feito regularmente, além da inclusão de hábitos de vida mais saudáveis.

Fonte:
http://www.emagrecercalorias.com.br/cirurgia-bariatrica-recuperacao.html

quarta-feira, 8 de maio de 2013

30 dias após a Cirurgia

      Dia 8 de Abril de 2013 eu estava no quarto da Santa Casa de Maceió aguardando a cirurgia, nesse momento eu não sentia nenhum medo, parecia que estava a esperar um exame qualquer.
       Porém alguns dias antes sentir um medo terrivél e até vontade em desisti, mas depois de tanta  ter conquistado e pular do barco na estapa final, era covardia comigo mesma. Então encarei de frente, reagir como fosse algo qualquer e seguir em frente.

         Hoje, após 30 dias estou eu aqui falando sobre a minha experiência.
            
            A cirurgia durou cerca de 4 hs, sair da sala e fui para  uma sala de recuperação, sentir ao acordar fortes dores no estômago como se fosse uma grande azía, então me deram morfina e omeprazou para a dor, meu nível de oxigênio no sangue estava muito bom e logo fui liberada para o quarto.
    No outro dia foi que me dei conta que estava com um dreno e uma sonda, só percebi por causa da enfermeira que tinha vindo retirar para eu tomar banho e logo dá meu primeiro passeio pelo o hospital para eliminar os gases que restaram após a cirurgia. Logo depois quando voltei do meu passeio matinal pelos os corredores do hospital tomei minha primeira refeição 15 ml de água de côco em 15 em 15 min, muito devagar porém passei mal,tive uma queda de pressão que me custou alguns momentos de agonia, mas depois tudo estava bem, e passei os outros 3 dias com uma dieta de sucos e água de côco e caldos de 30ml de meia e meia hora, algo que era uma chatice pelo o fato de terminar um e começar outro quase logo em seguida, pois não conseguia e nem devia engolir rápido.

Tipos de cirurgias Bariátricas. Vantagens x desvantagens

As cirurgias bariátricas podem ser divididas em três tipos de procedimentos:


1. Procedimentos restritivos que diminuem a ingestão de alimentos


Banda Gástrica Laparoscópica Ajustável

Este é um procedimento cirúrgico restritivo puro, no qual uma banda é colocada em volta da parte superior do estômago. Essa banda divide o estômago em duas partes, uma pequena e outra maior.
A maioria dos pacientes se sente cheio mais rapidamente,
pois a banda restringe a entrada do alimento. 
A digestão de alimento ocorre através do processo digestivo normal.


Vantagens

  • restringe a quantidade de alimento que pode ser consumida em uma refeição;
  • o alimento consumido passa pelo restante do trato digestivo da forma usual, permitindo ser totalmente absorvido pelo organismo;
  • a perda do excesso de peso varia de 28 a 87%;
  • a banda pode ser ajustada para aumentar ou reduzir a restrição;
  • a cirurgia pode ser revertida ;

Riscos

  • a perfuração gástrica ou desgaste na parede do estômago pode exigir uma operação adicional para a retirada da banda;
  • o vazamento ou torção do portal de acesso pode exigir uma operação adicional;
  • pode não fornecer a sensação de satisfação necessária de ter comido o suficiente;
  • náusea e vômito;
  • obstrução da saída;
  • dilatação da bolsa;
  • migração/deslizamento da banda;
  • perda de peso insuficiente. 

Gastrectomia vertical (Gastric Sleeve)


A gastrectomia vertical (ou gastroplastia vertical, ou gastrectomia em manga, ou "Gastric Sleeve") foi inicialmente descrita como parte da operação de derivação biliopancreática. O conceito de gastrectomia vertical evoluiu das cirurgias de gastroplastia vertical com banda (Cirurgia de Mason) e da operação de Magenstrasse e Mill, que realizam tunelização parcial da pequena curvatura gástrica com a finalidade de restringir a capacidade de ingestão alimentar.
Mais recentemente, a gastrectomia vertical foi indicada como cirurgia de intervalo da derivação biliopancreática em pacientes super-obesos ou de alto risco. Os resultados imediatos observados com esta indicação levaram a que se propusesse seu uso isolado para o tratamento da obesidade como procedimento restritivo único.
 Tem-se, desta forma, a gastrectomia vertical com diferentes indicações neste momento:
  •   parte integrante da derivação biliopancreática;
  • cirurgia de intervalo em pacientes super-obesos (IMC > 50) ;
  • pacientes obesos mórbidos idosos ou de alto risco;
  • condições intra operatórias adversas: má exposição, excessiva gordura visceral, fígado grande, aderências intensas ou instabilidade clínica;
  • cirurgia revisional após insucesso de banda gástrica ajustável;
  • outras indicações: pacientes com doença intestinal inflamatória, doença celíaca, anemia intensa ou cirrose hepática.
 Além destas indicações, a gastrectomia vertical pode se mostrar uma alternativa viável como tratamento isolado da obesidade mórbida. Algumas publicações recentes mostram ser este procedimento relativamente seguro em termos de morbimortalidade, com adequada diminuição do IMC e perda de excesso de peso, e impacto positivo na resolução das comorbidades relacionadas à obesidade.

Vantagens

  • A gastrectomia vertical, sendo procedimento restritivo, não se acompanha de efeitos colaterais significativos quanto a deficiências nutricionais ou de vitaminas;
  • Seu insucesso como procedimento isolado permite que seja feita complementação tanto para gastroplastia jejunal em Y de Roux como para a derivação bliopancreática.

 Riscos

  • Vários aspectos merecem discussão mais aprofundada para a aceitação da gastrectomia vertical como procedimento de uso rotineiro no tratamento cirúrgico da obesidade;
  • os estudos publicados ainda referem-se a resultados de curto e médio prazo;
  • observa-se tendência a reganho de peso no seguimento mais tardio; 
  • aspectos técnicos referentes à distância do piloro em que se inicia a gastrectomia, necessidade de calibragem e seu diâmetro, tipo de grampeador, reforço da linha de sutura, ainda precisam melhor esclarecimento visando a segurança e resultado do procedimento.

 2. Procedimentos disabsortivos, que causam uma absorção incompleta do alimento


Embora essas operações também reduzam o tamanho do estômago, a bolsa do estômago criada é muito maior que a dos outros procedimentos. O objetivo é restringir a quantidade de alimento consumido e alterar o processo digestivo (diminuir a absorção) normal, mas para um grau muito maior. A anatomia do intestino delgado é alterada, para desviar os sucos biliares e pancreáticos, para que encontrem o alimento ingerido mais próximos ao meio ou final do intestino delgado. Com isso a absorção de nutrientes e calorias também é reduzida, mas para um grau muito maior do que com os procedimentos ditos como mistos.


Desvio Biliopancreático (Scopinaro)

  

Desvio Bilio Pancreático ( Cirurgia de Scopinaro )


Esta cirurgia remove aproximadamente 3/4 do estômago para causar a restrição da ingestão de alimento e redução da saída de ácido. Deixar estômago superior suficiente é importante para manter uma nutrição apropriada. O intestino delgado é então dividido, tendo uma extremidade ligada à bolsa do estômago, para criar o que é chamado de "tubo alimentar". Todo o alimento passa por esse segmento, no entanto, não muito é absorvido. Os sucos biliares e pancreáticos passam pela "alça biliopancreática", que é ligada à parte lateral do intestino próximo à extremidade. Isso fornece os sucos digestivos na seção do intestino, que agora é chamada de "alça comum". O cirurgião pode variar o comprimento da alça comum, para regular a quantidade de absorção de proteína, gordura e vitaminas solúveis em gordura.

Desvio Biliopancreático com Derivação Duodenal

"Duodenal Switch"  

 

Desvio Biliopancreático com "Derivação Duodenal"


Esse procedimento é uma variação do BPD, em que a remoção do estômago é restrita à margem externa, deixando uma alça  de estômago com o piloro e o início do duodeno em sua extremidade. O duodeno, a primeira parte do intestino delgado, é dividida para que a drenagem pancreática e biliar seja desviada. A extremidade próxima ao "tubo alimentar" é então ligada ao início do duodeno, enquanto a "alça comum" é criada da mesma maneira, conforme descrito acima.

Vantagens

  • Essas operações geralmente  permitem que o paciente consiga fazer refeições maiores que as do procedimento restritivo puro ou gastroplastia padrão com derivação em "Y de Roux";
  • Esses procedimentos podem causar uma perda maior de peso excessivo, pois fornecem os mais altos níveis de malabsorção;
  • A perda de peso excessivo pode ocorrer de 74% em um ano até 91% em cinco anos;
  • A manutenção a longo prazo da perda do peso corporal excessivo pode ser bem-sucedida, se o paciente adaptar-se e aderir a uma dieta honesta, com suprimentos, exercícios e regime comportamental.

Riscos

  • Para todos os procedimentos de malabsorção há um período de adaptação intestinal, quando os movimentos do intestino podem ser muito líquidos e freqüentes. Essa condição pode diminuir no decorrer do tempo, mas pode ser uma ocorrência permanente e vitalícia;
  • Inchaço abdominal e evacuação fétida ou gases podem ocorrer;
  • Monitoramento rigoroso e vitalício quanto à má nutrição de proteína, anemia e doença óssea é recomendado. Da mesma maneira, é necessário um complemento vitamínico vitalício. Em geral, observou-se que se as instruções de alimentação e complemento vitamínico não forem rigorosamente seguidas, no mínimo, 25% dos pacientes desenvolverão problemas que precisarão de tratamento;
  • As mudanças na estrutura intestinal podem resultar no aumento do risco de formação de cálculo biliar e necessidade de remoção da vesícula biliar;
  • O redirecionamento dos sucos biliares e pancreáticos, bem como de outros sucos digestivos, para fora do estômago pode causar irritação intestinal e úlceras;
  • Como o duodeno é desviado, a má absorção de ferro e cálcio pode resultar na redução do total de ferro do organismo e uma predisposição para anemia por deficiência de ferro. Essa é a principal preocupação para os pacientes que apresentam perda de sangue crônica, durante fluxo menstrual excessivo ou hemorragia de hemorróidas. Mulheres já em risco de osteoporose, que pode ocorrer após a menopausa, devem estar conscientes do potencial para perda intensificada de cálcio no osso;
  • O desvio do duodeno causou uma doença ósseo-metabólica em alguns pacientes, resultando em dor nos ossos, perda de altura, corcunda e fraturas nos ossos das costelas e quadris. Todas as deficiências mencionadas acima, no entanto, podem ser tratadas através de dieta apropriada e complementos vitamínicos;
  • Pode ocorrer anemia crônica, devido à deficiência de Vitamina B12. O problema geralmente pode ser tratado com pílulas ou injeções de B12;

3. Procedimentos mistos.


Gastroplastia com Derivação em Y de Roux (Cirugia de Fobi Capella)

Clique na figura abaixo  para visualizar
uma animação desta cirurgia

A gastroplastia com derivação em Y de Roux é o procedimento padrão ouro atual para cirurgia bariátrica pela SBCBM ( Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica ). É um dos procedimentos para perda de peso mais realizado no Brasil. Nesse procedimento, o grampeamento cria uma pequena (15 a 20 cc) bolsa do estômago. O restante do estômago não é removido, mas totalmente grampeado e separado da bolsa do estômago. A saída dessa bolsa formada passa direto para a parte inferior do jejuno, desviando assim a absorção de alimentos. Esse desvio é feito dividindo o intestino delgado pouco depois do duodeno, a fim de levá-lo até o estômago e construir uma ligação ( anastomose – ligação ) com a bolsa do estômago formada. A outra extremidade é ligada à lateral da alça em Y de Roux do intestino, criando a forma de "Y" que dá seu nome à técnica. O comprimento de um dos segmentos do intestino pode ser aumentado, para produzir níveis mais baixos ou mais altos de malabsorção.


Vantagens

  • A média para perda de peso excessivo, após o procedimento de Gastroplastia e derivação em “ Y de Roux”, geralmente é maior em um paciente complacente que após o procedimento restritivo puro;
  • Um ano após a cirurgia, a perda de peso pode chegar a 77-100% do peso corporal excessivo;
  • Estudos demonstram que, após 10 a 14 anos, 50-60% da perda de peso corporal excessivo foi mantida por alguns pacientes;
  • Demonstrou-se  que 70-90% de determinadas condições de saúde associadas  (dor nas costas, apnéia do sono, pressão sanguínea alta, diabetes e depressão) foram melhoradas ou solucionadas;
  • Teoricamente pode ser revertida.

Riscos

  • Como o alimento é desviado do duodeno, todas as considerações de risco discutidas na técnica anterior com derivação sobre a malabsorção de alguns minerais e vitaminas também se aplicam a essa técnica, apenas para um grau menor;
  • Uma condição conhecida como, "síndrome do esvaziamento rápido", pode ocorrer como resultado do rápido esvaziamento do conteúdo do estômago para o intestino delgado. Às vezes, isso é desencadeado quando muito açúcar ou grande quantidade de alimento é ingerido. Embora não seja considerado como um sério risco para sua saúde, os resultados podem ser muito desagradáveis e incluir náusea, fraqueza, transpiração, fragilidade e ocasionalmente diarréia, após as refeições. Alguns pacientes não conseguem comer qualquer forma de doces, após a cirurgia;
  • A parte desviada do estômago, duodeno e segmentos do intestino delgado não pode ser facilmente visualizada, usando um raio-x ou endoscopia, caso ocorram problemas como úlceras, hemorragias ou malignidade.

4. Técnicas alternativas

Balão Intragástrico



O balão intragástrico consiste na colocação de prótese, por via endoscópica, no interior do estômago diminuindo a capacidade de ingestão do paciente. É uma técnica transitória, após 4 a 6 meses o balão necessita ser removido (também por endoscopia). Pode ser utilizado em pacientes que não tem Indice de Massa Corporal (IMC) para serem submetidos à cirurgia e que necessitem perder peso. Entretanto, sua indicação mais importante está nos doentes com indicação de cirurgia que apresentam situação clínica desfavorável, coloca-se o balão e com o emagrecimento obtido o doente é operado posteriormente com menores riscos.


 



Convencional
Laparoscópica
 
Um pouco mais de dor na ferida operatória
Menor dor no pós-operatório;
Incisão maior que a laparoscópica Melhor resultado cosmético, com cicatrizes menores; 
Ambas podem ser preciso deixas de drenos
Retorno mais rápido às atividades rotineiras;
Menor custo Maior Custo
Uma incisão Cinco ou seis pequenas incisões
Maior índice de hérnia na incisão Menor índice de infecção de ferida cirúrgica









Fonte:
http://drisaacwalker.site.med.br/index.asp?PageName=Tipos-20de-20Cirurgia-20Bari-E1trica